segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Questões sobre Foucault



Atenção alunos do primeiro ano !!! Material para Filosofia !!!

Questões sobre Foucault:
1. (Uem 2012)
“O pensamento de Foucault gira em torno dos temas do sujeito, verdade, saber e poder. É um pensamento que leva à crítica de nossa sociedade, à reflexão sobre a condição humana. [...] Não há verdades evidentes, todo saber foi produzido em algum lugar, com algum propósito. Por isso mesmo pode ser criticado, transformado, e, até mesmo destruído. Foucault considera que a filosofia pode mudar alguma coisa no espírito das pessoas. [...] Seu pensamento vem sempre engajado em uma tarefa política ao evidenciar novos objetos de análise, com os quais os filósofos nunca haviam se preocupado. Entre eles se destacam: o nascimento do hospital; as mudanças no espaço arquitetural que servem para punir, vigiar, separar; o uso da estatística para que governos controlem a população; a constituição de uma nova subjetividade pela psicologia e pela psicanálise; como e por que a sexualidade passa a ser alvo de preocupação médica e sanitária; como governar significa gerenciar a vida (biopoder) desde o nascimento até a morte, e tornar todos os indivíduos mais produtivos, sadios, governáveis.” 
(ARAÚJO, I. L. Foucault: um pensador da nossa época, para a nossa época. In: Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED-PR, 2009. p. 225.) 
Segundo o texto, é correto afirmar: 

01) A renovação filosófica ocorre no contexto de afirmação positivista das ciências e fundação da subjetividade a partir da fenomenologia. 
02) A relação entre saber e poder diz respeito a uma prática política, não só epistemológica. 
04) A sexualidade aparece como tema de análise filosófica em razão da repressão dos desejos individuais e coletivos. 
08) A expressão “biopoder” significa a associação entre as potencialidades humanas e o divino. 
16) O papel da filosofia é revelar verdades metafísicas, independentemente de serem contestadas ao longo da História. 

2. (Pucpr 2010) Na sua obra Vigiar e punir, o filósofo francês Michel Foucault analisa as novas faces de exercício do poder disciplinar e afirma: 

“Muitos processos disciplinares existiam há muito tempo: nos conventos, nos exércitos, nas oficinas também. Mas as disciplinas se tornaram no decorrer dos séculos XVII e XVIII fórmulas gerais de dominação. (...) O momento histórico das disciplinas e o momento em que nasce uma arte do corpo humano, que visa não unicamente ao aumento de suas habilidades, nem tampouco aprofundar sua sujeição, mas a formação de uma relação que no mesmo mecanismo o torna tanto mais obediente quanto é mais útil, e inversamente. Forma-se então uma política das coerções que são um trabalho sobre o corpo, uma manipulação calculada de seus elementos, de seus gestos, de seus comportamentos. O corpo humano entra numa maquinaria de poder que o esquadrinha, o desarticula e o recompõe. Uma "anatomia política", que é também igualmente uma "mecânica do poder", está nascendo; ela define como se pode ter domínio sobre o corpo dos outros, não simplesmente para que façam o que se quer, mas para que operem como se quer, com as técnicas, segundo a rapidez e a eficácia que se determina. A disciplina fabrica assim corpos submissos e exercitados, corpos "dóceis". 
(Vigiar e Punir, p. 118). 
Segundo essa passagem, seria correto afirmar que: 

I. O texto mostra como, a partir dos séculos XVII e XVIII o corpo foi descoberto como objeto e alvo de um novo poder e de novas formas de controle, pelas quais são superadas antigas formas de domínio e instaurado um novo modelo com o fim de tornar os corpos mais dóceis. 
II. O fim dessas práticas é tornar o corpo obediente e disciplinado através de um rigoroso exercício de controle sobre gestos e comportamentos. É assim que o corpo vira um novo objeto de poder. 
III. Segundo o autor, essa é a primeira vez na história que o corpo se tornara objeto de poder, já que essas práticas eram comuns tanto nos regimes escravocratas quanto nos monásticos. 
IV. Esses novos mecanismos de controle têm, segundo o autor, uma única motivação: o domínio do corpo para exploração econômica. 

a) Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. 
b) Apenas as assertivas I e II são verdadeiras. 
c) Apenas a assertiva IV é verdadeira. 
d) Todas as assertivas são verdadeiras. 
e) Apenas a assertiva I é verdadeira. 

3. (Pucpr 2009) O indivíduo é sem dúvida o átomo fictício de uma representação “ideológica” da sociedade; mas é também uma realidade fabricada por essa tecnologia específica de poder que se chama “disciplina”. 
Fonte: Foucault, Vigiar e punir, p.161. 
Assinale as alternativas corretas.

I. Foucault quer afirmar que os indivíduos, nesse modelo de sociedade, são constituídos como efeitos da atuação de estratégias de poder correlatas a técnicas de saber. 
II. Para Foucault, o poder fundamentalmente reprime, recalca, censura, mascara, anulando os desejos individuais. 
III. A disciplina produz realidade, produz rituais de verdade, produz indivíduos úteis e dóceis. 
IV. Para Foucault, é o indivíduo que possui o poder. É ele quem dá sentido ao mundo. 
V. A disciplina, como estratégia privilegiada de fabricação do indivíduo e produção de verdades, existe desde a época do cristianismo primitivo. 

a) II, IV e V 
b) I e III 
c) II e III 
d) I e II 
e) III, IV e V 

4. (Pucpr 2009) “O sucesso do poder disciplinar se deve sem dúvida ao uso de instrumentos simples: o olhar hierárquico, a sanção normalizadora e sua combinação num procedimento que lhe é específico, o exame.” 
Fonte: Foucault, Vigiar e punir, p. 143. 

I. Vigiar, muito mais que aplicar um olhar constante sobre o indivíduo, significa dispô-lo numa estrutura arquitetural e impessoal, na qual ele se sinta vigiado. 
II. Punir é o único objetivo da disciplina. 
III. Punir primeiramente tem a finalidade de uma ortopedia moral, de normalização, não somente de um comportamento, mas do conjunto da existência humana, seja obstaculizando a virtualidade de um comportamento perigoso mediante o uso de pequenas correções, seja incentivando condutas desejáveis a partir de recompensas e vantagens. 
IV. O exame atua numa ampla rede de instituições psiquiátricas, pedagógicas e médicas, classificando as condutas em termos de normalidade e anormalidade. 
V. Para Foucault, as ciências que tomaram o homem como objeto de saber, a partir do final do século XVIII, não têm nada a ver com a vigilância, a normalização e o exame disciplinares. 
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): 

a) II e V 
b) II e IV 
c) I e II 
d) III, IV e V 
e) I, III e IV 

5. (Enem 2010) A lei não nasce da natureza, junto das fontes freqüentadas pelos primeiros pastores; a lei nasce das batalhas reais, das vitórias, dos massacres, das conquistas que têm sua data e seus heróis de horror: a lei nasce das cidades incendiadas, das terras devastadas; ela nasce com os famosos inocentes que agonizam no dia que está amanhecendo.
FOUCAULT, M. Aula de  14 de janeiro de  1976.  In: Em  defesa da sociedade. São Paulo: Martins  Fontes,  1999.

O filósofo Michel Foucault (séc. XX) inova ao pensar a política e a lei em relação ao poder e à organização social. Com base na reflexão de Foucault, a finalidade das leis na organização das sociedades modernas é:

a) combater ações violentas na guerra entre as nações.
b) coagir e servir para refrear a agressividade humana.
c) criar limites entre a guerra e a paz praticadas entre os indivíduos de uma mesma nação.
d) estabelecer princípios éticos que regulamentam as ações bélicas entre países inimigos.
e) organizar as relações de poder na sociedade e entre os Estados.

6. (Funcab 2013) O Panóptico de Bentham, descrito minuciosamente por Foucault no livro “Vigiar e Punir”, é a figura arquitetural de princípio conhecido: na periferia uma construção em anel; no centro, uma torre; esta é vazada de largas janelas que se abrem sobre a face interna do anel; a construção periférica é dividida em celas, cada uma atravessando toda a espessura da construção e duas janelas, uma para o interior e outra para o exterior. Basta então colocar um vigia na torre central e em cada cela trancar um louco, um doente ou um condenado. Assim, a permanente visibilidade assegura o funcionamento automático do poder. Qual grupo de características melhor descreve os efeitos desse sistema?

a) A impossibilidade de criação de novos projetos de crimes futuros entre os detentos e de más influências recíprocas.
b) A deficiência frente à organização de motim, complô e evasão coletiva.
c) O alto índice de consumo e tráfico de drogas e de agressão entre detentos.
d) O ambiente apropriado para disseminação de doenças infectocontagiosas.
e) Roubos, conluios, distração e troca de informações.

7. (CESGRANRIO 2010)

“ O que está em questão é o que rege os enunciados e a forma como estes se regem entre si para constituir um conjunto de proposições aceitáveis cientificamente e, consequentemente, susceptíveis de serem verificadas ou infirmadas por procedimentos científicos. Em suma, problema de regime, de política ou enunciado científico.”
FOUCAULT, M. Microfísica do Poder, cap. I – Tradução de Roberto Machado. RJ: Graal, 2007.

Segundo o francês Michel Foucault,

a) o esforço moderno por conhecer a loucura promoveu a superação da cisão entre sujeito e objeto.
b) o conflito moderno entre razão e experiência deve ser superado através do retorno genealógico ao discurso originário dos primeiros filósofos.
c) o sujeito não é fruto de uma construção histórica, mas sim a origem perene dos saberes determinados historicamente.
d) os saberes próprios de uma época são autônomos frente às relações de poder que nela se desdobram.
e) as relações de poder regulam a produção do saber.

8. (MPE-PE 2012) Michel Foucault afirma que fazem parte da armadura institucional da detenção penal as técnicas 

a) mediadoras.
b) conciliativas.
c) apaziguadoras.
d) retentivas.
e) corretivas.

9. (CEPERJ 2012) A arte de punir, segundo Foucault, põe em funcionamento cinco operações bem distintas. No regime do poder disciplinar, a punição visa ao seguinte fator:

a) repressão
b) normalização
c) engajamento
d) coersão
e) expiação

10. (CEPERJ 2012) Foucault, em “Vigiar e Punir”, faz uma reflexão importante sobre os mecanismos de disciplina. Considere os itens abaixo.

I- Foucault notou que o controle disciplinar não era exclusivo das prisões e, sim, permeava várias instituições, como as fábricas, exércitos, hospitais e escolas. 
II- A disciplina não pode se identificar com uma instituição nem com um aparelho, mas com uma sociedade disciplinar. 
III- É pela disciplina que as relações de poder se tornam mais facilmente observáveis, pois é por meio da disciplina que se estabelecem as relações. 
IV- A prisão é o final previsível da passagem por instituições pela qual a sociedade acredita impedir a delinquência, como os abrigos e medidas socioeducativas.
A alternativa com a indicação correta dos itens que melhor representam o pensamento de Foucault é:

a) I e II
b) I e III
c) I, II e III
d) II e IV
e) I, II, III, IV

11. (TRF 2012) Em nossa sociedade ocidental, o discurso que rege o que se tem por verdadeiro, que define a rede de conhecimentos válidos (ou não válidos), é o científico. Nossa “verdade” está centrada nele e nas instituições que o produzem. Instituições essas igualmente não isentas de interesses. São conhecimentos e verdades guiados em seu processo de produção por crenças, costumes e interesses. Usados permanentemente pela produção econômica e pelo poder político e difundidos pelas instâncias educativas e informativas da sociedade, de forma, até certa instância, controlada por grandes aparelhos políticos e econômicos, tais como: universidades, mídia, escrita, exército. Para explicar o acima descrito, Foucault menciona, em sua obra, a existência de 

a) capitalismo humanista.
b) percepção cognitiva.
c) jogos de verdade.
d) sociedade laudatória.
e) transtorno psicopatológico.

domingo, 1 de setembro de 2013

Empirismo britânico

Primeiro ano: Filosofia.

Empirismo Britânico:

Francis Bacon:

1- Propõe um saber instrumental para o controle da natureza.

2-Crítica a dedução em favor da indução.

3- Concorda com a experiência e investigação como métodos precisos.

4- Denuncia os preconceitos e noções falsas que dificultam a apreensão da realidade (ídolos).

Ídolos:
a) Ídolos de mercado: preconceitos vigentes na cultura.Trata-se das verdades dadas com hipóteses confirmadas pelos fatos.
b) Ídolos do mercado (ou do foro): decorrem das relações comerciais.
c) Ídolos da caverna: provenientes de cada pessoa, do ethos.
d) Ídolos do teatro: provenientes das doutrinas filosóficas.

Formigas, aranhas e abelhas:
     Os que se dedicaram às ciências foram ou empíricos ou dogmáticos. Os empíricos, à maneira das formigas, acumulam e usam as provisões; os racionalistas, à maneira das aranhas, de si mesmos extraem o que lhes serve para a teia. A abelha representa a posição intermediária: recolhe a matéria-prima das flores do jardim e do campo e como seus próprios recursos a transforma e digere.

Após a depuração do pensamento desses ídolos que o corrompem é que o método indutivo poderia ser aplicado com rigor. O cientista deve fazer perguntas à natureza para obter as respostas.
      
John Locke: a tabula rasa

1- Fontes das nossas ideias:

a)Sensação: estímulo externo, modificação na mente por meio dos sentidos.

Qualidades:
Primária: objetivas, concretas.
Secundária: relativas, subjetivas.

b) Reflexão: reduzida à experiência interna, do resultado da experiência externa.

2. Ideias simples: vêm da sensação e geram as ideias complexas (identidade, substância, existência, causalidade).
    Experiência concreta: Intelecto > formação das ideias.

David Hume:

* Preconiza o método de investigação que consiste na observação e generalização.
* O conhecimento tem inícios com as percepções individuais ( impressões ou ideias).
* A diferença entre impressão e idéia está apenas no grau de intensidade.
* A imaginação é um feixe de percepções unidas por associação a partir da semelhança, da causalidade no tempo e no espaço e da relação de causa e efeito.
* O autor nega a validade universal do princípio de causalidade e da noção de necessidade a ele associada
* É o hábito criado pela observação de casos semelhantes que nos faz ultrapassar o que está estabelecido e afirmar mais do que a experiência pode alcançar.

Fonte: http://pt.scribd.com/doc/6701390/Maria-Lucia-Aranha-Filosofando-Introducao-a-Filosofia-Livro

domingo, 18 de agosto de 2013

Marx

Sociologia: Karl Marx

Origem histórica do capitalismo:
Artesanato —— Manufatura —— Indústria:
Formação dos burgos.
Divisão social do trabalho.
Renascimento urbano e comercial.
Mudança do trabalho servil para o trabalho assalariado livre.
Surgimento de duas classes sociais fundamentais: burguesia e proletariado.
É a propriedade privada dos meios de produção que torna, essencialmente, o burguês diferente do proletário.

Ideia de alienação:
a) A indústria, a propriedade privada, e o assalariamento alienam (separam) o operário dos meios de produção do resultado final do trabalho.

b) Alienação política: a ideologia liberal impede que o operário perceba que é explorado.

Relação entre as classes sociais: burguesia (burgueses) e proletariado (proletários):

Complementaridade
Interdependência
Exploração
Antagonismo
Conflito
Desigualdade

Trabalho, valor e lucro: o capitalismo vê a força de trabalho como mercadoria. Mas não se trata de qualquer mercadoria, porque o homem é, a única que produz valor.

Valor de uso é diferente de valor de troca !!!

>Mais-valia: É o tempo em que o trabalhador produz e não recebe, porque é convertido em lucro para para o burguês.

• Materialismo dialético (desenvolvimento histórico).

• Materialismo histórico (a história da humanidade possui base material, logo Deus não existe) *a religião é o ópio do povo*

• Desenvolvimento da consciência humana/ produção da vida material

•Tese (capitalismo) -> Antítese (revolução) -> Síntese (socialismo)

• Mais valia : Tempo de trabalho exercido sem salário justo.
  · Absoluta : Mais tempo de trabalho sem aumento de salário.
  · Relativa : Tecnologia maximiza -> produção e lucro {também sem aumento de salário} 

• Lumpemproletariado : traidor da classe operária em favor da burguesia.

• Burguês ≠ Proletariado
                 👇
Propriedade privada dos meios de produção

• Estado : balcão de negócios da burguesia.

• Polícia : braço armado do Estado.

• Totalidade da vida social : 
                       👇
Superestrutura : (ideologia + política) -> consciência humana / Infraestrutura : produção da vida material (economia)

domingo, 11 de agosto de 2013

Cálculo da mais-valia


Atenção alunos do primeiro ano !!!

Material de apoio para compreensão do cálculo da mais-valia:

A força de trabalho, produzindo um valor maior do que vale, isto é, uma mais-valia, gerou o capital, aumentando ainda mais esta mais-valia através do prolongamento da jornada de trabalho, conseguiu o tal alimento suficiente para a sua primeira idade. 
O capital vai crescendo e a mais-valia precisa ir aumentando para satisfazer essa crescente necessidade. Mas o aumento de mais-valia, comi vimos até agora, não quer dizer outra coisa que prolongamento da jornada de trabalho (absoluta). É claro que essa jornada tem o seu limite natural, que por mais elástica que seja a sua duração. Por mais reduzido o tempo que o capitalista deixa ao trabalhador para que ele satisfaça as suas mais prementes necessidades, a jornada de trabalho será sempre menor do que 24 horas. Portanto, a jornada de trabalho tem um limite natural, e a mais-valia, por conseguinte, encontra um obstáculo instransponível. Indiquemos a jornada de trabalho com sua a linha AD: 
A — B — C — D 
A letra A nos indica o principio, e a D o fim, o limite natural que não se pode ultrapassar. Seja AC a parte da jornada na qual o operário produz o valor do salário recebido e CD a parte da jornada em que o operário produz mais-valia. Como vimos o nosso fiandeiro  recebendo R$ 100,00 de salário, com uma metade de sua jornada reproduzindo o valor de seu salário e com a outra metade produzia R$ 100,00 de mais-valia.  
O trabalho AC, com o qual se produz o valor do salário, chama-s trabalho necessário, enquanto o trabalho CD, que produz a mais-valia chama-se trabalho excedente ou sobre-trabalho. O capitalista esta interessado no sobre-trabalho, porque é ele quem cria a mais-valia. O sobre-trabalho prolonga a jornada de trabalho, o qual encontra seu limite natural D, representando um obstáculo instransponível para o sobre-trabalho e para a mais-valia. E agora, o que fazer? O capitalista encontra logo o remédio. Ele observa que o sobre-trabalho tem dois limites, um D quando termina o fim da jornada; o outro C – quando acaba o tempo de trabalho necessário. O limite D é irremovível; o capitalista não pode criar um dia com mais de 24 horas. Mas o mesmo não acontece com o limite C. Diminuindo o tempo de trabalho necessário C, recuando-o até o ponto B, o sobre-trabalho CD aumenta sua extensão. A mais-valia encontra, assim, uma forma de continuar crescendo; agora, não mais de modo absoluto, isto é, simplesmente prolongando a jornada de trabalho. A partir desse momento, a mais-valia cresce em relação ao aumento do sobre-trabalho e corresponde a diminuição do trabalho necessário. No primeiro tipo de exploração, que chamamos de mais-valia absoluta, o patrão esticava a jornada de trabalho de 10 para 12 horas; no segundo tipo de exploração, que chamamos de mais-valia relativa, o capitalista embolsa,diminuindo o tempo de trabalho necessário. 
O fundamento da mais-valia relativa é a diminuição do trabalho necessário. Esta diminuição se fundamenta na diminuição do salário. E a diminuição do salário se fundamenta na diminuição dos produtos necessários ao trabalhador; portanto a mais-valia relativa é fundamentada no barateamento das mercadorias que servem o operário. 
Alguém está se perguntando agora, se não haveria um jeito mais simples para o capitalista arrancar a mais-valia relativa, se ele, por exemplo, ao comprar a mercadoria do trabalhador, ou seja, a sua força de trabalho, lhe pagasse um salário menor do que lhe cabe; isto é, não lhe pagasse o justo preço de sua mercadoria. 
De fato, este expediente é muito usado. Mas aqui, só vamos considerar a lei das trocas em toda a sua pureza: todas as mercadorias – incluindo a força de trabalho – devem ser vendidas ser compradas pelo justo valor. E, além disso, o nosso capitalista é um burguês absolutamente honesto, jamais usará de qualquer meio para fazer crescer seu capital que não seja inteiramente digno dele. 
Suponhamos que em uma jornada de trabalho de 12 horas um operário produza 6 unidades de uma mercadoria. O capitalista vende essas 6 unidades pelo preço de R$ 75,00. No valor desta mercadoria entram: 
Matéria-prima e meios de produção ---------------------------------------------------------------------------------------- R$ 15,00
Salário --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- R$ 30,00
Mais-valia ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- R$ 30,00
Total ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ R$ 75,00 
Em cada mercadoria ele ganha R$ 5,00 de mais-valia (R$ 30,00 / 6 unidades) e gasta R$ 7,50 (R$ 45,00 / 6 unidades) para produzi – lá.  
Ele vende cada unidade ao valor de R$ 12,50 (R$ 75,00 / 6 unidades). 
Agora, suponhamos que, graças a um novo sistema de trabalho ou simplesmente com o aperfeiçoamento do antigo, a produção duplique: em vez de 6 unidades por dia, o capitalista produza 12 unidades. Vejamos como ficam as contas: 
Matéria-prima e meios de produção (dobro) ----------------------------------------------------------------------------- R$ 30,00
Salário --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- R$ 30,00
Mais-valia ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- R$ 30,00
Total ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ R$ 90,00 
Ele vende cada unidade ao valor de R$ 7,50 (R$ 90,00 / 12 unidades). 
No mercado de hoje, portanto, o capitalista precisa de um espaço maior para vender o dobro de suas mercadorias, o que ele consegue vendendo-as um pouco mais barato (de R$ 12,50 para R$ 7,50). Em outras palavras o capitalista tem a necessidade de encontrar uma razão pela quais suas mercadorias possam ser vendidas, em quantidade duas vezes maior do que antes; e a razão ele encontra, lógico, na baixa de preço. 
Ele venderá os seus artigos a um preço menor que R$ 12, 50, que era o seu preço anterior, mas mais caro do que R$ 7,50 que é o valor de hoje de cada um. 
Digamos que o venda a R$ 10,00 e já terá assegurado o dobro R$ 60,00 – foi o quanto lucrou com a venda de seus produtos – dos quais R$ 30,00 são a mais-valia e os outros R$ 30,00 ele conseguiu da diferença entre o valor real e o preço pelo qual foram vendidos. 
Como vêem o capitalista não dorme no ponto, tirando grande proveito do aumento da produção. Todos os capitalista, são altamente interessados em aumentar a produção de suas indústrias, como acontece hoje em dia em quase todos os ramos da produção. Mas aquele lucro extra que ele retirava da diferença entre o valor da mercadoria e os eu preço de venda dura pouco; o novo ou o aperfeiçoado sistema de produção passa a ser adotado, pelos outros capitalistas. Resultado: o valor da mercadoria cai para a metade. Antes, cada artigo valia R$ 12,50 e agora vale R$ 6,25. Mas o capitalista continua tendo o mesmo lucro, apenas dobrando a produção. Antes, R$ 30,00 de mais-valia em 6 unidades; hoje a mesma mais-valia, R$ 30,00, entretanto em 12 unidades.Mas como os 12 artigos foram produzidos no mesmo tempo em que eram produzidos os 6 artigos, isto é, em 12 horas de trabalho, tem-se sempre os R$ 30,00 de mais-valia em uma jornada de 12 horas, mas o dobro da produção. 
Quando esse aumento da produção atinge os produtos necessários ao trabalhador e sua família, cai o preço da força de trabalho e com isso diminui também o tempo de trabalho necessário, aumentando o sobre-trabalho, que constituí a mais-valia relativa. 

sábado, 10 de agosto de 2013

Metafísica na modernidade

FILOSOFIA - 1º ano 
Metafísica na modernidade
Contexto histórico: Renascimento.
Mudanças:
→ Paradigma de racionalidade que funda-se na própria subjetividade e não mais na autoridade, como era na Idade Média.
→ Confiança no poder da razão: método.
→ Autores importantes: Descartes, Bacon, Locke, Galileu, Kepler e Newton.
→ A questão do método: ruptura com o modelo de compreensão dos períodos antigo e medieval.
* Até a Idade Média, a teoria do conhecimento encontrava-se assentada sobre as construções teóricas de Platão e Aristóteles.
→ Pensamento antigo e medieval: a realidade do objeto e a capacidade humana de conhecer não eram questionadas. O problema era saber se as coisas eram.
→ Idade Moderna: a capacidade humana de conhecer as coisas foi questionada. O problema passou a ser a questão de adequação entre pensamento e objeto.
→ Soluções apresentadas: duas correntes filosóficas.
a) Racionalismo: ênfase no papel da razão no processo de construção do conhecimento.
Principais autores: Descartes, Espinosa e Leibniz.
b) Empirismo: ênfase no papel da experiência sensível no processo de construção do conhecimento.

Principais autores: Bacon, Hume e Locke.
Racionalismo cartesiano: a dúvida metódica.

Descartes:

Inaugurou o caminho para a discussão sobre ciência e ética.
O homem é capaz de construir seu próprio conhecimento.
Sugere a criação de um método tão seguro que seja capaz de conduzir o homem a uma verdade inquestionável.
Importância da matemática: é um conhecimento dominado pela inteligência e não pelos sentidos, assentado sobre a ordem e a medida. É possível ao matemático estabelecer uma sucessão de razões, para deduzir de uma coisa à outra.
Regras estabelecidas pelo autor:
1. Evidência: seleção de uma ideia clara e distinta.
2. Análise: divisão do todo em partes.
3. Ordem: organização dos pensamentos dos mais fáceis e simples para os mais difíceis e complexos.
4. Enumeração: revisão para ver se faltou alguma coisa.
Dúvidas do autor:
a. Os sentidos.
b. Afirmações do senso comum.
c. Argumentos da autoridade.
Cogito, ergo sum (Penso, logo existo): a existência é determinada pela capacidade humana de pensar, porque o "eu" é simplesmente pensamento.
Descartes investiga se haveria no ser humano outras ideias que também fossem claras e distintas. Verifica então três tipos de ideias:
a. Inatas: fazem parte na natureza humana, nascem com o homem.
b. Adventícias: fazem parte da realidade exterior da natureza humana.
c. Factícias: fazem parte da criação da imaginação humana.
Importante: o cogito encontra-se na natureza humana, é inato.
Fonte: FILOSOFANDO
 INTRODUÇÃO À FILOSOFIA
EDITORA MODERNA
MARIA LUCIA DE ARRUDA ARANHA
 Professora da Escola Nossa Senhora das Graças (São Paulo)
 MARIA HELENA PIRES MARTINS
 Professora da Escola de Comunicação e Artes da USP.

Liberalismo e democracia

Filosofia - 2º ano

Liberalismo e democracia - capítulo 25

Século XIX : lutas por direitos políticos e sociais.

Importante lembrar:
Direitos civis, políticos e sociais fazem parte de um conjunto de lutas por igualdade, trata-se da ideia de cidadania.

Conjunto de reivindicações de igualdade:

1) defesa do sufrágio universal
2) ampliação as formas de representar a política
3) exigência de liberdade de imprensa
4) Implantação da escola elementar universal, laica, gratuita e obrigatória.


* Pólos contradição: liberdade (capitalismo) e igualdade (socialismo).
* A cidadania corresponde ao conjunto de lutas por igualdade.

Conflito que deu origem a duas tendências liberais:

1) liberalismo conservador = liberdade sem democracia (sem aspirações igualitárias)

2) liberalismo radical = liberdade com igualdade

Liberalismo inglês

Século XIX: apogeu da Revolução Industrial, criou uma nova ordem, com novos parâmetros econômicos e sociais.

Autores:

Jeremy Bentham: contribuiu para o pensamento liberal inglês com a criação do utilitarismo (a verdade depende dos resultados práticos da ação, uma proposição é verdadeira quando funciona , quando permite que nos orientemos na realidade, levando-nos de uma experiência à outra).
 
Substituição do direito natural (filósofos contratualistas) pelo "princípio da utilidade". Nesse sentido o único critério para orientar o legislador é criar leis que promovam a felicidade para o maior número de cidadãos.


O autor critica as revoluções liberais que levam ao egoísmo.

Objetivos do governo:

1. Prover a subsistência.
2. Produzir a abundância.
3. Favorecer a igualdade.
4. Manter a segurança.


Para que isso seja possível são necessárias:

1. Eleições periódicas.
2. Sufrágio livre e universal.
3. Liberdade de contrato.

Stuart Mill: liberalismo democrático (foi influenciado por teorias diversas, desde o positivismo de Comte até o socialismo de Saint-Simon). Sua esposa Harriet Taylor, feminista e socialista, participou da fundação da primeira sociedade defensora do direito ao voto para as mulheres.