sábado, 22 de fevereiro de 2014

Filosofia - 3° ano


FILOSOFIA:

Origem da filosofia:

➡Expansão comercial grega: favoreceu o questionamento dos mitos.
 
Mitos são "verdades" socialmente construídas.

Mito é diferente de religião porque se trata de uma criação humana.  Para a religião o ser humano é criação, e  não criador. Essa foi a conclusão do filósofo Luís Felipe Pondé, que se considerarmos a religião um mito afirmaremos que o homem criou  Deus.

➡A moeda foi importante porque facilitou as atividades comercias. O surgimento da escrita foi importante para os registros de informações antes transmitidas de modo oral. As leis escritas foram importantes para assegurar  a impessoalidade. 

*Primeiros filosóficos: pré-socráticos. Eram conhecidos como monistas ou naturalistas. Estudavam a origem do universo (cosmologia).

Ideia de monismo: tudo é formado a partir de um elemento fundamental (princípio originário).

Os pré- socráticos buscavam a arché (elemento) que teria dado origem a physis (universo/natureza) .

Principais filosóficos pré- socráticos: 

a) Parmênides de Eléia : acreditava que o elemento que deu origem ao universo era algo que  sempre existiu e era imutável (imobilismo).

b) Heráclito de Éfeso : acreditava que o elemento que deu origem ao universo era o fogo, algo que está  em constante transformação (mobilismo).

Apeiron: origem da palavra.


Ápeiron (ἄπειρον) é uma palavra grego que significa ilimitadoinfinito ou indefinido que advém de ἀ- a-, "sem" e πεῖραρ peirar, "fim, limite", forma do Grego jónico de πέρας peras, "fim, limite, fronteira".



Fonte: http://blog.educacaoadventista.org.br/indagacoesfilosoficas/images/13/quadro_pr_socrticos.jpg

PERÍODO HELENÍSTICOmarco entre o domínio da cultura grega e o advento da civilização romana. Nesse período surgiram quatro correntes filosóficas voltadas para a descoberta da fórmula da felicidade: os cínicos, que cultivavam a idéia de que ser feliz dependia de se liberar das coisas transitórias, até mesmo das inquietações com a saúde; os estóicos e os epicuristas, que acreditavam em um individualismo moral; e o neoplatonismo, movimento mais significativo desta época, inspirado pelos pré-socráticos Demócrito e Heráclito.
Fonte: http://www.infoescola.com/historia/helenismo/

Passagem da Grécia rural (aristocrática) para Grécia urbana (democrática). 
Grécia (democracia ateniense): Sócrates e os sofistas.

Sobre a PÓLIS:
Características, organização e informações sobre as pólis da Grécia Antiga 

A pólis grega eram as cidades-estado da Grécia Antiga. Estas cidades possuíam um alto nível de independência, ou seja, tinham liberdade e autonomia política e econômica.
Nas pólis não existia separação entre as áreas rural e urbana, nem existiam relações de dependência. Muitos habitantes das pólis, principalmente da nobreza,  habitavam em casas de campo.
O centro político-administravivo das pólis era  a Acrópolis (geralmente a região mais alta da cidade-estado). Na Acrópolis se encontravam o templo principal da pólis, os edifícios públicos, a Ágora (espaço em que ocorriam debates e decisões políticas) e a Gerúsia.
Ao redor da pólis havia uma espécie de cinturão rural, onde eram produzidos grande parte dos alimentos necessários para a manutenção da pólis. Esta organização reforçava ainda mais a autonomia das pólis.
As áreas ocupada pelas pólis não eram de grande extensão. Em média tinham de 200 a 500 km². Atenas, uma das pólis mais populosas e prósperas da época, era uma excessão com cerca de 2.500 km².
Fonte: http://www.suapesquisa.com/grecia/polis_grega.htm

Sócrates estava preocupado com questões morais (caráter antropológico).

Sócrates (dialética), os sofistas (retórica) e a democracia em Atenas (cidade-estado grega): justificavam o ideal democrático do novo segmento social em ascensão, representado pelos comerciantes.


Sofistas eram pessoas que ensinavam a retórica aos jovens, que a utilizavam na vida política, ou seja, no espaço público, na ágora.

Sócrates e os sofistas

Contexto histórico: Grécia.
  A Grécia era composta por cidades-estados (Pólis)
  Em Atenas (Pólis grega) existiu a democracia (eram excluídos estrangeiros, mulheres e escravos).
  Na ágora eram realizados debates políticos.
  Apesar de ensinarem em diferentes cidades, os sofistas possuíam centralidade política na Grécia.
  Sofista significa sábio.
  O método dos sofistas se chamava retórica. Os sofismas faziam parte desse método.

Site muito interessante: www.pucrs.br/gpt/falacias.php

  Esse método possui perspectiva relativista porque a verdade depende do melhor argumento.

  Sócrates acreditava que a verdade, ao contrário dos sofistas, era fixa (ideia de fixidez) e poderia ser encontrada através do seu método (dialética) a ironia (perguntas) e maiêutica (dar à luz ao conhecimento). O conhecimento se encontra dentro de cada pessoa, na alma, por isso só é preciso lembrar.
  Areté em Sócrates: significativa virtude. A pessoa virtuosa age de modo ético e sábio. A aquisição de conhecimento é indispensável nesse processo, e muito importante, tanto para a vida pública quanto para a vida privada.

Até hoje a retórica é muito importante para vida em todos os aspectos.

PLATÃO:

Platão: método dialético (tese, antítese e síntese), processo contínuo de construção do conhecimento. 



Introdução das teses platônicas: alegoria da caverna.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwrGJTqpblN3EjNPXA3ljwlbfFoq3rgWEnUC5T7qNfSzUQ2Laxiyk6IPkzlU2Gm_iKPrEh-zkSdMb9d25OSC2HePt_pH8XD1iW7zSZAI3wnKFQ_RkGbV-Jdto-iFmIaO103QDNf9qEBwBj/s1600/caverna-de-platao1-1000.jpg

-> Doxa x Episteme

-> Mito da Caverna

-> Passagem da linha

-> Expor que muito mais do que uma questão sobre o conhecimento,  o mito da caverna é uma descrição da realidade humana. A exposição do homem que não aceita que seu conhecimento pode ser suplantado ou modificado. 



A República: utopia.


Estado: educação (virtude da alma de bronze: temperança (equilíbrio); prata: coragem e domínio sobre o caráter irascível da alma  (impulsividade e coragem) ; ouro: justiça (ciência da política) e eugenia.


Sofocracia: a política é a arte de governar as pessoas com o seu consentimento. Político é quem conhece essa arte.


O poder deve ser aristocrático no sentido da sabedoria. Os filósofos devem governar.


Exercício de poder: a virtude suprema é a obediência à lei, primeiro pela persuasão. A força se justifica pela manutenção do Estado.


Formas degeneradas de governo:


Timocracia: guerreiros, coragem.

Oligarquia: ricos, poucos.
Democracia: pobres, maioria. Tendência à demagogia, uma vez que as pessoas são desiguais.
Tirania: resultado dos abusos da democracia.

ARISTÓTELES:


Ética: a finalidade de todas as ações humanas é alcançar a felicidade (eudaimonia).

A felicidade: atividade da alma que segue um princípio racional (exercício da inteligência teórica, contemplação).

Virtude: pode ser desenvolvida pela aquisição de conhecimento (intelectual) e/ou pelo hábito coletivo (moral).

O justo meio: toda virtude é boa quando há equilíbrio.

A educação é importante para a formação ética das pessoas, a fim de prepará-las para a vida coletiva. Nesse sentido a amizade e a justiça encontram-se relacionadas e se complementam. Essa união dá origem à unidade indispensável à cidade.


Aristóteles estabelece em sua construção teórica a diferença entre o saber prático (práxis), produtivo (poiesis) e teórico.


Cidadania para Aristóteles: o cidadão deve possuir as qualidades que constam na constituição da cidade, de acordo com as funções que a pessoas executavam. As pessoas que realizavam atividades manuais eram excluídas da cidadania para o autor porque não possuíam tempo livre para de dedicar ao governo, que exige uma virtude esclarecida.


Escravidão para Aristóteles: embora algumas pessoas tenham uma disposição natural para a escravidão, seus senhores devem tratá-las como pessoas que pertencem ao lar, sem crueldade.


A construção política de Aristóteles:

A natureza humana: O ser humano é um animal político.

A lei é importante porque orienta as ações das pessoas, por isso é a "expressão política da ordem natural".

Toda cidade se constitui numa comunidade de pessoas em busca do bem comum.

Formação das cidades: família  povoado cidade.

Formas de governo: se dividem em boas e degeneradas, de acordo com a quantidade de pessoas envolvidas no exercício de poder político.

a. Uma forma boa de governo conduzida por uma pessoa que se chama monarquia. Se tornará tirania se o líder político abandonar o interesse comum.

b. Uma forma boa de governo conduzida por poucas pessoas, se chama aristocracia. Se tornará oligarquia se os líderes políticos abandonarem o interesse comum.

c. Uma boa forma de governo conduzida por muitas pessoas se chama politeia. Se tornará democracia se o interesse  comum for abandonado. 

Ética — sabedoria prática que se constitui na busca pelo meio termo (justo meio), trata-se do ponto intermediário entre a vontade individual e a vontade coletiva. A ética é fundada no contexto social, portanto, no hábito coletivo (cultural).

Objetivo em comum: eudaimonia (felicidade) 

Metafísica:

• Conhecimento verdadeiro da realidade: unicidade (superação da dualidade platônica) • A origem do conhecimento se localiza no mundo sensível. Nesse sentido, tudo que está no intelecto passou pela experiência concreta.

 • Substância: o que existe como algo principal que independe do outro para existir e serve como fundamento para outras coisas. Nesse sentido a substância existe como unidade.

a. Essência e acidente: a essência é o que define algo, com características próprias. Acidente se constitui no conjunto de características dispensáveis para a definição de algo. 

b. Ato e potência: o ato é algo que possui os atributos indispensáveis para alcançar um determinado objetivo. Potência é o que algo se torna após alcançar o objetivo determinado.

c. Conhecimento pelas causas: 

 Material, o que é.
 Formal: qual forma pode ter.
 Eficiente: processo de transformação.
 Final: resultado.


 Idade Média: Patrística e Escolástica.

-> Alta Idade Média (Patrística):

Período de construção da legitimidade (aceitação) do cristianismo.

Quem se destacou nesse período foi Santo Agostinho, inspirado por Platão.

Teoria da Iluminação: conhecimento revelado pela fé.

A fé se localiza acima da razão.

Cidade de Deus e Cidade dos Homens.

Agostinismo político: o poder político deve estar subordinado à Igreja.

O mal é a ausência do bem. 

Proposta de centelha divina.

-> Baixa Idade Média (Escolástica)

Quem se destacou nesse período foi São Tomás de Aquino, inspirado por Aristóteles.

Felicidade consiste na união do cristão com Deus (bem supremo).

A confissão é importante porque aproxima o ser humano de Deus e o faz refletir sobre suas ações.

Leis humanas são diferentes das leis divinas.

A liberdade consiste em agir de acordo com as leis humanas e divinas. A razão deve ser a medida das escolhas humanas (ética da responsabilidade).

O mal se constitui no resultado das escolhas humanas.

Período de sistematização dos dogmas da Igreja (organização das verdades da Igreja).

•Provas da existência de Deus. O autor utilizou a construção teórica de Aristóteles. 

•Primeira via: primeiro motor imóvel. Se voltarmos no infinito encontramos o primeiro motor, que move todos os outros.

•Segunda via: primeira causa eficiente. Trata-se do efeito causado pelo primeiro motor imóvel.

•Terceira via: ser necessário e os seres possíveis. 

•Quarta via: graus de perfeição. São estabelecidas a partir de uma referência, considerada “perfeita”.

•Quinta via: Governo supremo. Refere-se  a uma inteligência que governa todas as coisas de modo racional.

Módulo 9: Estética. 

Platão:

Caminho para a ideia de belo, etapas: 

1.Amor e desejo (corporal)
2.Sociedade/ciência (racionalidade)
3.Belo enquanto significado universal.

Questão da mimética: efeito da arte (falsear)

Aristóteles:

Efeito da arte sobre a convivência humana

Lado positivo da cópia: a representação da arte contribui para o conhecimento humano. Nesse sentido a arte não pretende falsear. 

Papel educacional da arte: representação inicial do que se pretende apresentar. 

Historiador ≠ Artista

Efeito catártico 








sábado, 12 de outubro de 2013

Teoria da Burocracia em Weber


Material de apoio didático: 2º ano (Sociologia)
Teoria da Burocracia: Max Weber.

Origens:

·  A fragilidade e a parcialidade das teorias Clássica e das Relações Humanas, que detinham uma visão extremista e incompleta sobre as organizações.
·  A necessidade de um modelo racional que envolvesse todas as variáveis da organização.
·  O crescimento e a complexibilidade das organizações, passou a exigir modelos mais bem definidos.
A burocracia se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos (fins), para que se obtenha o máximo de eficiência.

Tipos de sociedade ou poder ou autoridades legítimas:

·  Tradicional: irracional, conservador, patriarcal e patrimonialista
·  Carismática: irracional, conseguido através do carisma
·  Burocrática, legal ou racional: racional, conseguido através de normas impessoais

Tipos de autoridade:

·  Poder: potencial para exercer influência
·  Autoridade: probabilidade de uma ordem ser obedecida. Ter autoridade é ter poder; mas ter poder não significa ter autoridade [principalmente quando não é legitimada (aceita por todos)]
·  Dominação: o governante acredita ter o direito do poder, e os governados a obrigação de obedecer-lhe

Fatores que desenvolveram a Burocracia, segundo Werber:

·  Economia Monetária: a moeda racionaliza as transações econômicas
·  Superioridade Técnica: a Burocracia é superior a qualquer outro tipo de organização

Características da Burocracia:

·  Caráter legal das normas e regulamentos: é uma organização ligada por normas e regulamentos
·  Caráter formal das comunicações: são registradas por escrito
·  Divisão racional do Trabalho
·  Impessoalidade: relação a nível de cargos, e não de pessoas
·  Hierarquia: cada cargo inferior deve estar sob supervisão do cargo automaticamente superior
·  Rotina: o funcionário deve fazer o que a burocracia manda; não tem autonomia
·  Meritocracia: a escolha das pessoas é baseada no mérito e na competência técnica
·  Especialização da Adm.: separação entre propriedade e administração
·  Profissionalização
·  Previsibilidade: prever as ações; através das normas

Disfunções da Burocracia:

·  Internalização das regras: as normas passam de "meios para os fins"; os funcionários adquirem uma viseira e esquecem que a previsibilidade é uma das características mais racionais de qualquer atividade.
·  Excesso de formalismo e papelatório: necessidade de formalizar e documentar todas as comunicações.
·  Resistência a mudanças.
·  Despersonalização: os funcionários se conhecem pelos cargos que ocupam.
·  Categorização como base do processo decisorial: o que possui o cargo mais alto, tomará as decisões independentemente do conhecimento que possui sobre o assunto.
·  Superconformidade às rotinas.
·  Exibição de poderes de autoridade.
·  Dificuldade com clientes: o funcionário está voltado para o interior da organização.
·  A burocracia não leva em conta a organização informal e nem a variabilidade humana.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Michel Misse (Muito importante)

2º ano 

Texto: Crime e pobreza: velhos enfoques, novos problemas.
Michel Misse

Questões importantes:
Relações entre crime e pobreza no imaginário social e na literatura sociológica.
- 1981: educação e serviço social.
- Temática do crime:direito penal e psiquiatria.

OBS: Presídio de Ilha Grande: origem do comando vermelho (RJ) e Primeiro comando da capital  (SP).
Formação do crime organizado como resultado da influência dos presos políticos sobre os presos comuns.

Importância da institucionalização das ciências sociais (sociologia,antropologia e ciência política ) no Brasil.

Limitações da abordagem marxista:
1. A questão criminal não podia  ser resumida a uma análise de classes.
2. A questão criminal era resultado,em seus principais aspectos,de uma estrutura social que sucumbia em suas contradições internas.

O que fizeram então os marxistas?
1. Alertaram para os crimes do capital
2. Alertaram para os dispositivos de violência do Estado.
De acordo com tais argumentos os marxistas diziam que a relação entre crime e pobreza gerava benefícios para as classes dominantes e precisava ser desmascarada.

Crime e pobreza: a conjuntura temática no Brasil.
Anos 70: fortalecimento do crime organizado.
Contribuição de Foucault: mudança de enfoque sobre a questão da criminalidade na obra Vigiar e Punir.

"Foucault desloca estrategicamente os velhos enfoques de 'causalidade' na questão criminal e discipliná-la .."

Crime e pauperismo:os "velhos enfoques" e sua crítica.

Anos 80: principais questões.

* Polícia
* Justiça
* Penitenciária
* Pobreza
* Criminalidade

Patologia médica e patologia social: herança do início do século XX (ideologias socialistas e positivistas).

Três tipos de crítica:

1- "Bretchiano" ou estrutural: a pobreza explica a relação entre a pobreza entre pobreza e crime.
2- Relativista: a criminalidade se encontra em todos os segmentos sociais mas o pobre é mais perseguido.
3- Estatística: explicação da relação entre crime e pobreza pelo cruzamento de dados e a sua produção.

Crime,pobreza e imaginário social: alguns fantasmas persistentes.

1º) A pobreza ganha abrangência em nossa história e não serve mais para explicar qualquer coisa (de modo generalizado): por causa da questão da violência urbana.

2º) Simmel: o pobre é construído na sua designação como tal, como aquele que  a sociedade considera precisar de ajuda, de assistência humanitária. (Brasil: existe mobilidade social? Milhões de pessoas precisando?)

3º) Maleabilidade de noção de "pobre" no Brasil houve associação entre crime e pobreza. Isso é errado !!!

*Como os ricos e a classe mídia percebem a pobreza?
* Fantasmas que possuem as marcas da pobreza e as mãos criminosas possuem um traço em comum:A REVOLTA.

As críticas à associação entre crime e pobreza:

Fantasmas:
 - Crime é diferente de pobreza.
 - Função pedagógica da mídia.
 - Tipos de crime.
 - Produção dos dados estatísticos:mecanismos institucionais de perseguição socialmente contaminados por uma associação crime-pobreza estereotipada, perversa, desigual e hipócrita.
 - Realidades criminais específicas:distintas do crime organizado.
 - A forma como as crimes são igualados pela percepção social e reação moral. Serve somente para denunciar a justiça distributiva das pernas.Isso é indispensável para compreender a formação do "fantasma" da sua "autonomia de sentido" e da "cultura do medo". É desse perfil que surge a ideia de "violência urbana".
 - Preocupações do autor:
Identificar e  combater o que há de errado na associação pobreza.
Compreender o crime no imaginário social.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Questões sobre Foucault



Atenção alunos do primeiro ano !!! Material para Filosofia !!!

Questões sobre Foucault:
1. (Uem 2012)
“O pensamento de Foucault gira em torno dos temas do sujeito, verdade, saber e poder. É um pensamento que leva à crítica de nossa sociedade, à reflexão sobre a condição humana. [...] Não há verdades evidentes, todo saber foi produzido em algum lugar, com algum propósito. Por isso mesmo pode ser criticado, transformado, e, até mesmo destruído. Foucault considera que a filosofia pode mudar alguma coisa no espírito das pessoas. [...] Seu pensamento vem sempre engajado em uma tarefa política ao evidenciar novos objetos de análise, com os quais os filósofos nunca haviam se preocupado. Entre eles se destacam: o nascimento do hospital; as mudanças no espaço arquitetural que servem para punir, vigiar, separar; o uso da estatística para que governos controlem a população; a constituição de uma nova subjetividade pela psicologia e pela psicanálise; como e por que a sexualidade passa a ser alvo de preocupação médica e sanitária; como governar significa gerenciar a vida (biopoder) desde o nascimento até a morte, e tornar todos os indivíduos mais produtivos, sadios, governáveis.” 
(ARAÚJO, I. L. Foucault: um pensador da nossa época, para a nossa época. In: Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED-PR, 2009. p. 225.) 
Segundo o texto, é correto afirmar: 

01) A renovação filosófica ocorre no contexto de afirmação positivista das ciências e fundação da subjetividade a partir da fenomenologia. 
02) A relação entre saber e poder diz respeito a uma prática política, não só epistemológica. 
04) A sexualidade aparece como tema de análise filosófica em razão da repressão dos desejos individuais e coletivos. 
08) A expressão “biopoder” significa a associação entre as potencialidades humanas e o divino. 
16) O papel da filosofia é revelar verdades metafísicas, independentemente de serem contestadas ao longo da História. 

2. (Pucpr 2010) Na sua obra Vigiar e punir, o filósofo francês Michel Foucault analisa as novas faces de exercício do poder disciplinar e afirma: 

“Muitos processos disciplinares existiam há muito tempo: nos conventos, nos exércitos, nas oficinas também. Mas as disciplinas se tornaram no decorrer dos séculos XVII e XVIII fórmulas gerais de dominação. (...) O momento histórico das disciplinas e o momento em que nasce uma arte do corpo humano, que visa não unicamente ao aumento de suas habilidades, nem tampouco aprofundar sua sujeição, mas a formação de uma relação que no mesmo mecanismo o torna tanto mais obediente quanto é mais útil, e inversamente. Forma-se então uma política das coerções que são um trabalho sobre o corpo, uma manipulação calculada de seus elementos, de seus gestos, de seus comportamentos. O corpo humano entra numa maquinaria de poder que o esquadrinha, o desarticula e o recompõe. Uma "anatomia política", que é também igualmente uma "mecânica do poder", está nascendo; ela define como se pode ter domínio sobre o corpo dos outros, não simplesmente para que façam o que se quer, mas para que operem como se quer, com as técnicas, segundo a rapidez e a eficácia que se determina. A disciplina fabrica assim corpos submissos e exercitados, corpos "dóceis". 
(Vigiar e Punir, p. 118). 
Segundo essa passagem, seria correto afirmar que: 

I. O texto mostra como, a partir dos séculos XVII e XVIII o corpo foi descoberto como objeto e alvo de um novo poder e de novas formas de controle, pelas quais são superadas antigas formas de domínio e instaurado um novo modelo com o fim de tornar os corpos mais dóceis. 
II. O fim dessas práticas é tornar o corpo obediente e disciplinado através de um rigoroso exercício de controle sobre gestos e comportamentos. É assim que o corpo vira um novo objeto de poder. 
III. Segundo o autor, essa é a primeira vez na história que o corpo se tornara objeto de poder, já que essas práticas eram comuns tanto nos regimes escravocratas quanto nos monásticos. 
IV. Esses novos mecanismos de controle têm, segundo o autor, uma única motivação: o domínio do corpo para exploração econômica. 

a) Apenas as assertivas I e III são verdadeiras. 
b) Apenas as assertivas I e II são verdadeiras. 
c) Apenas a assertiva IV é verdadeira. 
d) Todas as assertivas são verdadeiras. 
e) Apenas a assertiva I é verdadeira. 

3. (Pucpr 2009) O indivíduo é sem dúvida o átomo fictício de uma representação “ideológica” da sociedade; mas é também uma realidade fabricada por essa tecnologia específica de poder que se chama “disciplina”. 
Fonte: Foucault, Vigiar e punir, p.161. 
Assinale as alternativas corretas.

I. Foucault quer afirmar que os indivíduos, nesse modelo de sociedade, são constituídos como efeitos da atuação de estratégias de poder correlatas a técnicas de saber. 
II. Para Foucault, o poder fundamentalmente reprime, recalca, censura, mascara, anulando os desejos individuais. 
III. A disciplina produz realidade, produz rituais de verdade, produz indivíduos úteis e dóceis. 
IV. Para Foucault, é o indivíduo que possui o poder. É ele quem dá sentido ao mundo. 
V. A disciplina, como estratégia privilegiada de fabricação do indivíduo e produção de verdades, existe desde a época do cristianismo primitivo. 

a) II, IV e V 
b) I e III 
c) II e III 
d) I e II 
e) III, IV e V 

4. (Pucpr 2009) “O sucesso do poder disciplinar se deve sem dúvida ao uso de instrumentos simples: o olhar hierárquico, a sanção normalizadora e sua combinação num procedimento que lhe é específico, o exame.” 
Fonte: Foucault, Vigiar e punir, p. 143. 

I. Vigiar, muito mais que aplicar um olhar constante sobre o indivíduo, significa dispô-lo numa estrutura arquitetural e impessoal, na qual ele se sinta vigiado. 
II. Punir é o único objetivo da disciplina. 
III. Punir primeiramente tem a finalidade de uma ortopedia moral, de normalização, não somente de um comportamento, mas do conjunto da existência humana, seja obstaculizando a virtualidade de um comportamento perigoso mediante o uso de pequenas correções, seja incentivando condutas desejáveis a partir de recompensas e vantagens. 
IV. O exame atua numa ampla rede de instituições psiquiátricas, pedagógicas e médicas, classificando as condutas em termos de normalidade e anormalidade. 
V. Para Foucault, as ciências que tomaram o homem como objeto de saber, a partir do final do século XVIII, não têm nada a ver com a vigilância, a normalização e o exame disciplinares. 
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s): 

a) II e V 
b) II e IV 
c) I e II 
d) III, IV e V 
e) I, III e IV 

5. (Enem 2010) A lei não nasce da natureza, junto das fontes freqüentadas pelos primeiros pastores; a lei nasce das batalhas reais, das vitórias, dos massacres, das conquistas que têm sua data e seus heróis de horror: a lei nasce das cidades incendiadas, das terras devastadas; ela nasce com os famosos inocentes que agonizam no dia que está amanhecendo.
FOUCAULT, M. Aula de  14 de janeiro de  1976.  In: Em  defesa da sociedade. São Paulo: Martins  Fontes,  1999.

O filósofo Michel Foucault (séc. XX) inova ao pensar a política e a lei em relação ao poder e à organização social. Com base na reflexão de Foucault, a finalidade das leis na organização das sociedades modernas é:

a) combater ações violentas na guerra entre as nações.
b) coagir e servir para refrear a agressividade humana.
c) criar limites entre a guerra e a paz praticadas entre os indivíduos de uma mesma nação.
d) estabelecer princípios éticos que regulamentam as ações bélicas entre países inimigos.
e) organizar as relações de poder na sociedade e entre os Estados.

6. (Funcab 2013) O Panóptico de Bentham, descrito minuciosamente por Foucault no livro “Vigiar e Punir”, é a figura arquitetural de princípio conhecido: na periferia uma construção em anel; no centro, uma torre; esta é vazada de largas janelas que se abrem sobre a face interna do anel; a construção periférica é dividida em celas, cada uma atravessando toda a espessura da construção e duas janelas, uma para o interior e outra para o exterior. Basta então colocar um vigia na torre central e em cada cela trancar um louco, um doente ou um condenado. Assim, a permanente visibilidade assegura o funcionamento automático do poder. Qual grupo de características melhor descreve os efeitos desse sistema?

a) A impossibilidade de criação de novos projetos de crimes futuros entre os detentos e de más influências recíprocas.
b) A deficiência frente à organização de motim, complô e evasão coletiva.
c) O alto índice de consumo e tráfico de drogas e de agressão entre detentos.
d) O ambiente apropriado para disseminação de doenças infectocontagiosas.
e) Roubos, conluios, distração e troca de informações.

7. (CESGRANRIO 2010)

“ O que está em questão é o que rege os enunciados e a forma como estes se regem entre si para constituir um conjunto de proposições aceitáveis cientificamente e, consequentemente, susceptíveis de serem verificadas ou infirmadas por procedimentos científicos. Em suma, problema de regime, de política ou enunciado científico.”
FOUCAULT, M. Microfísica do Poder, cap. I – Tradução de Roberto Machado. RJ: Graal, 2007.

Segundo o francês Michel Foucault,

a) o esforço moderno por conhecer a loucura promoveu a superação da cisão entre sujeito e objeto.
b) o conflito moderno entre razão e experiência deve ser superado através do retorno genealógico ao discurso originário dos primeiros filósofos.
c) o sujeito não é fruto de uma construção histórica, mas sim a origem perene dos saberes determinados historicamente.
d) os saberes próprios de uma época são autônomos frente às relações de poder que nela se desdobram.
e) as relações de poder regulam a produção do saber.

8. (MPE-PE 2012) Michel Foucault afirma que fazem parte da armadura institucional da detenção penal as técnicas 

a) mediadoras.
b) conciliativas.
c) apaziguadoras.
d) retentivas.
e) corretivas.

9. (CEPERJ 2012) A arte de punir, segundo Foucault, põe em funcionamento cinco operações bem distintas. No regime do poder disciplinar, a punição visa ao seguinte fator:

a) repressão
b) normalização
c) engajamento
d) coersão
e) expiação

10. (CEPERJ 2012) Foucault, em “Vigiar e Punir”, faz uma reflexão importante sobre os mecanismos de disciplina. Considere os itens abaixo.

I- Foucault notou que o controle disciplinar não era exclusivo das prisões e, sim, permeava várias instituições, como as fábricas, exércitos, hospitais e escolas. 
II- A disciplina não pode se identificar com uma instituição nem com um aparelho, mas com uma sociedade disciplinar. 
III- É pela disciplina que as relações de poder se tornam mais facilmente observáveis, pois é por meio da disciplina que se estabelecem as relações. 
IV- A prisão é o final previsível da passagem por instituições pela qual a sociedade acredita impedir a delinquência, como os abrigos e medidas socioeducativas.
A alternativa com a indicação correta dos itens que melhor representam o pensamento de Foucault é:

a) I e II
b) I e III
c) I, II e III
d) II e IV
e) I, II, III, IV

11. (TRF 2012) Em nossa sociedade ocidental, o discurso que rege o que se tem por verdadeiro, que define a rede de conhecimentos válidos (ou não válidos), é o científico. Nossa “verdade” está centrada nele e nas instituições que o produzem. Instituições essas igualmente não isentas de interesses. São conhecimentos e verdades guiados em seu processo de produção por crenças, costumes e interesses. Usados permanentemente pela produção econômica e pelo poder político e difundidos pelas instâncias educativas e informativas da sociedade, de forma, até certa instância, controlada por grandes aparelhos políticos e econômicos, tais como: universidades, mídia, escrita, exército. Para explicar o acima descrito, Foucault menciona, em sua obra, a existência de 

a) capitalismo humanista.
b) percepção cognitiva.
c) jogos de verdade.
d) sociedade laudatória.
e) transtorno psicopatológico.