sábado, 28 de setembro de 2019

Indústria cultural

Indústria cultural (Adorno, Horkheimer e Benjamin)

"Indústria cultural" foi a expressão criada por Theodor Adorno e Max Horkheimer para explicar que a reprodutibilidade técnica e a associação entre consumo e felicidade transformam as produções artísticas em cultura de massa, gerando um consumo alienado (sociedade de consumo) que favorece a burguesia. Esse benefício existe por causa da transformação da produção artística em mercadoria.

No modo de produção capitalista tudo o que é produzido, inclusive a produção artística, é transformado em mercadoria para ser consumida gerando lucro para os burgueses.

Burgueses são as pessoas que possuem a propriedade privada dos meios de produção. Eles vivem numa relação de antagonismo, conflito, interdependência e exploração com os proletários, que não possuem a propriedade privada dos meios de produção e por esse motivo vendem a sua força de trabalho em troca de um salário.

OBS: Adorno e Horkheimer faziam parte do grupo de estudos que se chamava Teoria Crítica, na Universidade de Frankfurt, na Alemanha, na primeira metade do século XX.

*Como é construída a cultura da massa?

O samba, por exemplo, é um tipo de produção musical que retrata a visão de mundo das pessoas que moram em comunidades carentes, popularmente conhecidas como favelas. Nesse sentido o samba reflete a cultura popular, produzida pelos setores menos favorecidos na sociedade.

O setor da indústria que trata da produção artística promove a associação entre consumo e felicidade (propaganda/publicidade), além da reprodutibilidade técnica (reprodução de uma determinada produção artística em grande quantidade). Desse modo a preferências das pessoas são "organizadas" para aumentar o consumo e maximizar os lucros dos setores da burguesia que comercializavam as produções artísticas.

Walter Benjamin:

Walter Benjamin não negou os efeitos negativos da "indústria cultural" e acrescentou que a reprodutibilidade técnica prejudica a aura (autenticidade) de uma determinada produção artística. Mas considerou um aspecto positivo da reprodutibilidade técnica, ou seja, o acesso aos bens culturais antes restritos aoa setores mais favorecidos da sociedade (através das cópias).

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Parlamentarismo e presidencialismo.

República:

República significa “coisa pública”, onde a preocupação do governo deve ser bem comum.
República é diferente da democracia em virtude da soberania popular. Desse modo a república pode ser uma ditadura, por exemplo. 

Federalismo: Quando a sociedade possui estados federados com forte autonomia.

Ex: Brasil e EUA.

Unitarismo: Quando a sociedade se encontra subordinada ao poder central.
Ex: França ( República Unitarista)

Presidencialismo: Quando tanto o legislativo quanto o executivo são escolhidos pelo povo através do voto.

Parlamentarismo: Quando o povo elege o legislativo e esse escolhe o executivo. Nesse caso o chefe de poder executivo nacional é Primeiro-Ministro (chefe de governo).

República Parlamentarista o chefe de estado é eleito pelo povo ou nomeado pelo parlamento.

Caráter histórico e social da moral

Caráter histórico – social da moral

•Moral: conjunto de regras que influenciaram as ações das pessoas na vida em sociedade. Ex.: Compreensão sobre o que é justo, injusto, certo, errado...

•Lévi – Strauss: estudou diversas sociedades humanas e compreendeu que a passagem do Reino animal( natural ) para o reino humano( cultura) é produzida pela instauração da lei, como proibição do incesto, por exemplo. Assim se organizou uma relação de parentesco e alianças( acordos ) que vão definir as relações humanas.

Obs.: Cultura pode ser compreendida como hábito coletivo (normas morais e jurídicas) que mudam de acordam com o tempo (caráter histórico) e o lugar (caráter social).

•Caráter social e pessoal da moral:

Primeiro polo contraditório: quando o comportamento do ser humano está completamente de acordo com as normas morais (não escritas) e jurídicas ( escritos). E a educação pelo medo.
Segundo polo contraditório: quando a pessoa se recusa a seguir as normas morais e jurídicas, tornando impossível a convivência social.

•Relação dialética entre os dois polos contraditórios: a liberdade humana deve estar em harmonia com a criação da cultura e, ao mesmo tempo, considerar que a cultura vigente é importante  para as relações humanas.

•Estrutura do ato moral:

Ato moral: de acordo com as normas morais e jurídicas (cultura).

Ato imoral: quando a pessoa conhece as normas morais e jurídicas (cultura) mas age de modo contraditório, violando-as.

Ato amoral: quando a pessoa não conhece as normas morais e jurídicas (cultura).

•Ato voluntário: quando a ação tem um objetivo, sendo capaz de antecipar os resultados.

•Ato responsável: se localiza além do voluntário (moral) porque considera as consequências sobre as outras pessoas.

•Dever e liberdade: para o filósofo Gabriel Marcel a liberdade existe quando é possível transgredir as normas sociais (morais e jurídicas).

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Filosofia, ciência e evolução do conceito de subjetividade.

Filosofia, ciência e evolução do conceito de subjetividade.

- A produção científica sempre esteve relacionada a filosofia, pois, trata da busca de respostas sobre o universo e as relações entre os homens.

- Com o final da idade média houve a possibilidade de produção científica em virtude da separação entre igreja e Estado (laicização do poder).

- August Comte: É considerado o pai da sociologia e acredita que a produção científica deveria organizar todas as relações humanas. Sua perspectiva era evolucionista.

- Subjetividade: Envolve uma percepção individual, íntima e particular.

  Objetividade: É o oposto da subjetividade, pois possui uma percepção coletiva, universal e impessoal.

- Aristóteles: Acreditava que era possível encontrar o conhecimento através do horizonte sensível (observação).

- Descartes: que era possível alcançar o conhecimento através da razão e do método cartesiano (Racionalismo).

- Hume e Locke: Acreditavam que a produção de conhecimento se localizava além da razão. Para eles o fundamental era a experiência empírica (Empirismo).

-> Racionalismo: Método dedutivo, cartesiano.

-> Empirismo: Método indutivo.

- Kant: Construiu o que se conhece na filosofia como "Revolução Copernicana".

E desse modo ele disse que o conhecimento era produzido tanto pela razão (Descartes) quanto pela experiência empírica.(Hume, Bacon e Locke).

- Hegel: Considerou que a construção do conhecimento ocorre através do método dialético (Tese, Antítese, Síntese) tendo o ser humano como ato fundamental a partir do desenvolvimento da sua consciência. 

- Karl Marx: A produção do conhecimento ocorre a partir do materialismo histórico e dialético.

- Darwin: Acreditava que a racionalidade é muito importante para a evolução e sobrevivência humana.

Desse modo, é a evolução que favorece a produção de conhecimento.

- Freud: Acreditava que o ser humano possui um incosciente e que os atos individuais eram influenciados de algum modo por desejos e vontades localizados nessa parte da mente.

Desse modo, os seres humanos não possuem controle completo sobre a própria razão.

Piaget

Piaget
A moralidade (conjunto de valores e normas que influenciam as ações humanas) é construída na vida em sociedade.

1- Os valores são construídos socialmente.

1- Piaget é importante para a educação porque seus ideais estão de acordo com a prática de estímulo de procura do conhecimento.

1.1- Assimilação: Incorporação dos objetos que estão no mundo exterior a esquemas mentais preexistentes.
Ex: O primeiro contato de uma criança com a linguagem.

•Acomodação: Modificação dos sistemas de assimilação por influência do mundo externo.

Ex: Quando a criança aprende o que pode e o que não pode ser dito em determinados grupos
sociais.

1.2- O professor deve considerar que os conteúdos devem estar em harmonia com os estágios do desenvolvimento cognitivo dos alunos.

2- A teoria cognitiva trata da relação de ensino, aprendizagem e desenvolvimento de acordo com os processos de assimilação, acomodação e esquemas.

2.1- Estágio sensorial-motor (0-2 anos): nesse estágio o conhecimento do indivíduo ainda não foi influenciado pelo mundo externo.

2.2- Pré-operatório(2-7 anos): o indivíduo começa a associar os objetos aos seus nomes.

2.3- Operações concretas(7-11 anos): o indivíduo já consegue entender os significados das regras sociais.

2.4- Operações formais(11-15 anos): quando o indivíduo já é capaz de compreender o mundo de modo lógico e organizado.

3- Desenvolvimento da moralidade:
A- Anomia(até 5 anos): as normas de comportamento são determinadas por necessidades básicas.

B- Heteronomia(9-10 anos): quando a pessoa cumpre as regras sociais sem qualquer reflexão crítica.

C- Autonomia (maturidade): quando o indivíduo entende a importância de acordos para a construção dos valores morais.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Idade média

Idade Média: Patrística e Escolástica.

-> Alta Idade Média (Patrística):

Período de construção da legitimidade (aceitação) do cristianismo.

Quem se destacou nesse período foi Santo Agostinho, inspirado por Platão.

Teoria da Iluminação: conhecimento revelado pela fé.

A fé se localiza acima da razão.

Cidade de Deus e Cidade dos Homens.

Agostinismo político: o poder político deve estar subordinado à Igreja.

O mal é resultado das escolhas humanas.

Deus põe uma centelha divina na humanidade, mas somente alguns a consideram e se convertem.

-> Baixa Idade Média (Escolástica)

Quem se destacou nesse período foi São Tomás de Aquino, inspirado por Aristóteles.

Felicidade consiste na união do cristão com Deus (bem supremo).

A confissão é importante porque aproxima o ser humano de Deus e o faz refletir sobre suas ações.

Leis humanas são diferentes das leis divinas.

A liberdade consiste em agir de acordo com as leis humanas e divinas. A razão deve ser a medida das escolhas humanas (ética da responsabilidade).

O mal se constitui na ausência do bem.

Período de sistematização dos dogmas da Igreja (organização das verdades da Igreja).

•Provas da existência de Deus. O autor utilizou a construção teórica de Aristóteles.

•Primeira via: primeiro motor imóvel. Se voltarmos no infinito encontramos o primeiro motor, que move todos os outros.

•Segunda via: primeira causa eficiente. Trata-se do efeito causado pelo primeiro motor imóvel.

•Terceira via: ser necessário e os seres possíveis.

•Quarta via: graus de perfeição. São estabelecidas a partir de uma referência, considerada “perfeita”.

•Quinta via: Governo supremo. Refere-se  a uma inteligência que governa todas as coisas de modo racional.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Manifesto do Partido Comunista, por Walter Duarte.

*Walter Duarte é professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Alienação política é diferente de econômica.

O comunista não pode ser alienado em si não é líder, por isso tem que ter o partido político.

Reacionário, conservador e revolucionário são posições históricas para Marx.

Ditadura do proletariado:

Utopia: o q ainda não se realizou ou que é irrealizável.

Ele não atua no campo da moral pq acredita que é resultado das relações produtivas (economia/infraestrutura).

Partes 3 e 4 do Manifesto do Partido Comunista:

A historicidade só existe na luta de classes mas o mundo não se resume a a ela.

Marx pensa numa burguesia que traz em si o proletariado, que tem uma fase revolucionária e assume posteriormente uma postura conservadora.
Os restos feudais que permanecem são reacionários.

Socialismo reacionário:

Socialismo conservador ou burguês:
A palavra Socialista pra Marx não indica revolução mas algo oposto ao individualismo.

Literatura é objeto de superestrutura ideológica e significa algo em síntese na sociedade. Cada tipo de socialismo se encontra relacionado com determinados tipos de sujeitos na sociedade.

O socialismo utópico não possui historicidade.

Socialismo reacionário é feudal:
Socialismo pequeno-burguês: elementos de transição do feudalismo para o capitalismo. Como exemplo podemos citar os pequenos empresários.
Socialismo alemão ou verdadeiro: a literatura francesa quando é importada para a Alemanha não faz sentido porque não corresponde ao hábito coletivo. Falta síntese entre a literatura francesa e a cultura alemã.

Socialismo conservador ou burguês: consciência burguesa de que ela não tem como resolver problema sociais. A ação burguesa no mundo não pode ser conciliada com políticas sociais. A ação burguesa além de criar problemas para a sociedade não é capaz de resolver. Quem reconhece isso é o próprio burguês e por isso se torna filantropo, como exemplo podemos considerar o BIRD, porque é a mãe das ONGs. Trata-se portanto do socialismo burguês. Isso significa consciência conservadora da burguesia. Não é reacionária porque ela não quer voltar no tempo, deseja somente conservar o que conquistou.

Socialismo utópico: nessa época o proletariado não se desenvolveu a ponto de ser um sujeito político na história. O proletariado nesse período ainda não é revolucionário. Ele nasce em antagonismo com a burguesia e é utilizado como massa pela burguesia em sua revolução. Nesse sentido o proletariado ainda não é ato, se encontra em potência. E por isso não tem ainda historicidade, ou seja, um papel na história, porque ainda não tomou seu lugar na história. Ainda não tem iniciativa política.

História para Marx é a transformação que acontecem nas relações econômicas.

Saint-Simon (1760-1825)
Robert Owen (1771-1855)
Charles Fourrier (1772-1836)

O próprio positivismo de Comte se enrazia em Saint-Simon.

O professor chamou atenção para o problema do anacronismo histórico. E destacou que são os filósofos e cientistas sociais que fazem o movimento de historicidade, que se refere ao processo de mudança nas relações em todas as esferas da vida humana.

Comunista é sujeito ideológico e tem que estar em síntese com os sujeitos da história. Ela não pode estar em síntese com os sujeitos conservadores nem reacionários. A única possibilidade de síntese com a burguesia é para a revolução burguesa. Após realizada a revolução burguesa não há nenhuma possibilidade de síntese com a burguesia.
Marx considerou importante considerar a cultura local para a ação política.